INFORMAÇÃO SUMÁRIO DE SÃO JULIÃO

Padroeiro: S. Julião.

Habitantes: 363 habitantes (I.N.E. 2011) e 374 eleitores em 05-06-2011.

 Sectores laborais: Agricultura e pecuária.

Tradições festivas: S. Sebastião e Festival de Folclore.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Casa da Torre da Silva, Casa da Quintela, Ermida do Espírito Santo, Capela de S. Sebastião, Parque de S. Sebastião e Azenha do Carvalhal.

Gastronomia: Arroz de sarrabulho, rojões, açorda de gordura e leite creme.

 Artesanato: Cestaria.

Colectividades: Rancho Folclórico de S. Julião.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE SÃO JULIÃO

A Freguesia de S. Julião, localizada no extremo Sul do concelho Valenciano, dista cerca de 10 Km da Vila de Valença, a sede do Concelho. Distribuídos por cerca de 549 ha os seus lugares principais são: Azevinhas, Bouça, Barral, Carvalhal, Cancelada, Cachada, Casa Alta, Costa, Celeirô, Guilhade, Ínsua, Lourosas, Quintela, Pedregal, Pegas, Outeiro, Raso, Roias e Quintas, Rosado, Seixalvo e Senra, Suidos e Torre, Urjal, Igreja, Luvainho, Fontelas, Pousada, Lavoura, Fraia, Corredouros, Forja, Mateus e Azamar.

Os seus limites estão definidos a Norte, pela Freguesia de Silva; a Nascente, pela Freguesia de Fontoura; a Sul pela Freguesia de Sapardos e a Poente pela Freguesia de Cornes. Estas duas últimas do Concelho de Vila Nova de Cerveira.

RESENHA HISTÓRICA DE SÃO JULIÃO

De acordo ainda com as Inquirições de 1258, nasce na freguesia, no século XII, o fidalgo de nome Nuno Sola, que viria a deixar o seu nome ligado a actos de heroísmo. Fernão Sola, por sua vez, vive no século XV. Foi cavaleiro de linhagem e teve solar-torre na terra onde nascera. Casou com D. Maria Teles da Silva, filha de Martim Teles da Silva, natural igualmente desta freguesia.

No século XIV, o galego D. Guterre Aldrete da Silva, progenitor da estirpe dos Silva foi fundador da casa solar da família. Escreve Braancamp Freire, a este propósito: “… foi fundada uma torre forte, ninho de ricos homens, vindos da fronteira da Galiza para ali fazerem assento”.

A Casa da Torre da Silva ou Casa-Solar dos Silvas é, de facto, uma torre quadrangular de defesa. Conserva o carácter medieval, não obstante as transformações sofridas ao longo dos séculos. Sendo das mais antigas torres senhoriais do país, teve aproveitamento doméstico e corpo residencial anexo, de que restam vestígios. Possui uma interessante escadaria exterior encostada a uma das faces.

Além da Torre da Silva, merecem ainda referência as casas senhoriais de Quintela (em tempos propriedade do capitão-mor Gonçalo Teixeira Coelho, também administrador da Ermida do Espírito Santo) e do Barral, hoje convenientemente restauradas.

Carvalho da Costa dá notícia desta freguesia, referindo que “… deu a metade deste Padroado em troca de outros El Rey Dom Diniz ao Bispo de Tuy Dom João Fernandes de Sotomayor no anno de 1308 …”

Por tudo isto se pode ver quão rica é a tradição desta histórica freguesia de S. Julião da Silva.

Hoje em dia, são mantidas vivas as memórias dos usos e costumes passados. O Rancho Folclórico de S. Julião invade as terras de Portugal e além fronteiras, exibindo todo o esplendor e força das vestimentas, modas, danças e cantares tradicionais. Os cesteiros fazem perdurar na freguesia a sua nobre e útil arte. São famosos, para uma merenda bem composta, os seus bolos de sardinha, chouriço ou bacalhau, afogados no seu excelente vinho verde. E a romaria de S. Sebastião, no segundo domingo de Agosto, é um dos pontos altos dos folguedos do lugar, a que se veio juntar, com todo o mérito, o seu famoso festival folclórico anual. Pelo Janeiro, manda a tradição que se mate o porco, e muita é a gente que corre até S. Julião para provar as belouras, o sarrabulho ou os rojões.

O regato da Várzea, que atravessa os lugares de Raso e Rosado, fez mover o conhecido engenho do Carvalhal — uma azenha comum que, no passado, serviu as freguesias de S. Julião, Silva e Fontoura, próxima da fonte com o mesmo nome. Um regalo para a vista, um descanso para a alma.

No livro Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se: Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, São Julião da Silva é citada como uma das igrejas subordinadas ao bispado de Tui.

O rei detinha metade do padroado desta igreja. Há notícia de que, em 1308, D. Dinis deu metade dos rendimentos da freguesia, em benefício simples, a D. João, bispo de Tui.

Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, São Julião da Silva foi taxada em 90 libras. Enquadrava-se, ao tempo, no arcediagado de Cerveira.

Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.

Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

Quando, entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa procedeu à avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, São Julião da Silva rendia 144 réis e 8 pretos. Em 1546, no registo da avaliação destes benefícios eclesiásticos, São Julião da Silva foi avaliada em 40 mil réis. Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, São Julião da Silva aparece dividida numa metade com cura, da apresentação do arcebispo e de alguns padroeiros, e uma outra sem cura da apresentação “in solidium” do arcebispo. No mesmo documento diz-se que ambas as partes foram, depois, do prelado da igreja de Braga. Segundo Américo Costa foi abadia da apresentação alternada do Santo Padre e da Mitra. Nos censos de 1864 a 1930, esta freguesia figura com a denominação de Silva – São Julião. A designação actual foi-lhe atribuída em 1936, pelo decreto-lei n n 27424, de 31 de Dezembro.


INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE SILVA

Padroeira: Santa Maria.

Habitantes:  260 habitantes (I.N.E. 2011) e 282 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura, floricultura e comércio.

Feiras: Feira Franca de Santo António.

Tradições festivas: Festa das Almas, Santo António e Senhora da Luz.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capelas de S. José, da Senhora da Conceição, de Santo António, de S. Brás, Cruzeiro paroquial e do Calvário, Casa da Laranjeira, largo da igreja paroquial e moinhos de água.

Gastronomia:  Arroz de sarrabulho, rojões e leite-creme.

Artesanato: Carpintaria.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE SILVA

A Freguesia de Silva, com uma área de cerca de 539 ha, situa-se a sul do concelho de Valença, ao qual pertence.

Dista, aproximadamente, 9  km da vila valenciana. Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte, a Freguesia de S. Pedro da Torre. A Sul, a Freguesia de S. Julião. A Nascente, a Freguesia de Fontoura e a Freguesia de Cerdal. A Poente, a Freguesia de Vila Meã e a Freguesia de Cornes, ambas pertencentes ao concelho de Vila Nova de Cerveira.

Os seus lugares principais são: Barreiro, Croeira, Cruzeiro, Campelo, Devesas, Fradeira, Laranjal, Madorra, Nogueira, Selgufes, Arraial, Sequeiro, Souto, Lamas Codeceiro e Cerca.

RESENHA HISTÓRICA DE SILVA

A Freguesia de Silva já constava, no Séc XII, enquanto paróquia instituída, no julgado medieval de Fraião, conforme se pode verificar nas Inquirições de 1258.

Há informações que dão a saber que segundo as referidas inquirições, a Igreja de Santa Maria de Silva, era pertença dos monges cistercienses do mosteiro galego de Oia ou de Tominho. Esse facto foi, pelos vistos a razão de se encontrar na heráldica da freguesia uma banda enxaquetada de prata e vermelho de três tiras, visto ser um símbolo dos cistercienses. Tendo em conta o brasão de Silva, que foi aprovado no ano de 2002, vemos que no mesmo, há uma enxó de negro, que significa o labor agrícola, no sentido de ser uma ferramenta usual no trato com a madeira. A silva arrancada de verde, é como se compreende uma referência ao topónimo principal da freguesia, o seu próprio nome Silva.

Mas, na verdade,  o topónimo Silva advém da família do mesmo nome muito influente nesta região e que derivará da Casa Real de Leão.

Ainda, acerca da história desta freguesia, podemos ler na integra o que nos diz o livro “: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo”. « No catálogo das igrejas ao norte do Lima, subordinadas ao bispado de Tui, que o rei D. Dinis mandou elaborar, em 1320 para o pagamento de taxa, Santa Maria da Silva foi taxada em 50 libras.

Pertencia, ao tempo, ao arcediagado de Cerveira.

Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispdo de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512.

Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.

Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

Quando, entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa procedeu à avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Santa Maria da Silva rendia 40 réis e 3 pretos.

Em 1546, no registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Santa Maria da Silva foi avaliada em 40 mil réis. Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, sobre a situação canónica dos referidos benefícios eclesiásticos, Santa Maria da Silva era anexa ao mosteiro de Santa Eulália da Galiza, da apresentação de padroeiros.

Segundo Américo Costa, Santa Maria passou, com o marquês de Pombal, a ser da apresentação do Ordinário. »

Nos censos de 1864 a 1930, esta freguesia figura com a denominação de Silva – Santa Maria. A denominação actual foi-lhe atribuída pelo decreto-lei nº 27424, de 31 de Dezembro de 1936.

Fonte consultada: Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

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